Às vezes somos tomados por um sentimento que faz com que enxerguemos a vida de maneira simplória, talvez mais bonita diante deste mundo que vivemos.
Tudo começa a fazer sentindo e os fatos lembram aquele tempo, que ficou em algum dia, daquele ano, daquela década, daquele século e daquele milênio que se passou, e que não voltará mais; só em lembrança - dos entes queridos que já não estão mais por aqui, da época de brincar de boneca, de fazer comidinha de verdade nas panelinhas de brinquedo, do jardim de infância, e do clássico shopping após as aulas na época do ensino médio, de andar de bicicleta, das músicas que ouvi, dos amigos que a vida quis separar, dos medos tais como temporais, raios, escuro, dormir sozinha, de uma época com amigas em Mangaratiba, paixões vividas, pessoas talvez esquecidas, (...)
Pessoas que considerava tão importantes, perdi assim sem entender muito bem os motivos.
Confusões, disse-me-disse, traições, falsidades. Será que só as pessoas de fora erram com a gente? Somos perfeitos e nunca erramos, somos sempre as vítimas. Claro que não, mas eu queria saber aonde foi que eu mais errei.
Ocorre que sinto uma imensa saudade de tudo isso, ficando a sensação de que sempre terei coisas bonitas para lembrar.
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