Onde estaria quem um dia eu procurei?
Pensei que o mundo tivesse mil cores, e que fosse justo; aos poucos percebi a injustiça que este me trouxera. Continuei a caminhada da vida… perdi gentes, conheci amigos. Aos poucos acostumei ao meu mundo mas, em certa altura senti que estava a ir por um caminho que era só meu e que só eu conseguiria torná-lo perfeito. Rebaixei-me! Senti-me inútil! Desiludi-me! Quis desistir! Na verdade, percebi que não era assim tão fraca e desatei as mãos, enfrentei o mundo. Perdi o medo… e hoje? Hoje sou como uma núvem… mostro pouco de mim, mas quando me mostro… acabo por ser ‘aquela tempestade’.
Custa olhar no espelho e dizer que valho muito, porque será? Já sei! Acreditei em opiniões que eu mesma julgava certeiras, e acabei por perceber que valho mais do que isso e que, nesse mesmo espelho… os olhos vêem aquilo que querem. Ora sou bonita, ora sou feia.
Meu coração tem altos e baixos. Hoje encontro muita doçura, amanhã encontrarei dissabores.
E sempre que me olhar ao espelho, com olhos realistas, perceberei que por fora valho muito, por dentro valho ainda mais.
Sofri e não tenho vergonha de admitir. Hoje sou feliz, tenho a meu lado quem HOJE me faz feliz e aos poucos vou construindo a minha felicidade. E o meu coração só me diz ‘olhos que não vêem, coração que não sente…’

Nenhum comentário:
Postar um comentário